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A proposta é irresistível: emagrecer até 6 kg em 14 dias, sem contar calorias, comendo carne, peixe, ovos, temperando saladas e legumes com o mais gostoso dos azeites (o de oliva), e sem tirar o feijãozinho da mesa. Depois, você continua emagrecendo - numa boa - cerca de 1 kg por semana até chegar o verão... e aderir ao mais poderoso dos biquínis!
Agora que você já conhece o milagre, saiba o nome da santa: é a dieta de South Beach, o mais badalado bairro de Miami. O método já ganhou adeptos entre celebridades como Liz Hurley, Jennifer Aniston, Britney Spears e Sandra Bullock. Até políticos do porte (agora mais esbelto) de Bill e Hillary Clinton se curvaram à dieta, criada pelo dr. Arthur Agatston, diretor do Hospital Cardíaco Mount Sinai Prevention Center, em Miami. A intenção era melhorar a saúde de seus pacientes cardíacos – a maioria acima do peso.
O sucesso do cardiologista foi duplo. Além de obter bons resultados nos índices de colesterol e de insulina, a South Beach ajudou as pessoas a emagrecer rápido (sem contar calorias) – e, o que é melhor, a manter o peso. O livro do dr. Agatston, The South Beach Diet, lançado nos Estados Unidos, pulou rapidamente para o primeiro lugar entre os mais vendidos na lista do The New York Times e já foi publicado no Brasil pela editora Sextante.
O segredo da dieta está no controle do nível de glicose (açúcar) no sangue. Um dos efeitos colaterais do excesso de peso é a dificuldade do corpo para queimar açúcares e gorduras. Essa queima é feita pela insulina. Quem está gordinho tem resistência à insulina: ela é fabricada, mas não é bem absorvida. Como resultado, o organismo estoca mais gordura do que deveria.
Na mira da insulina O método se divide em três fases. Na primeira, que dura duas semanas, a maioria dos carboidratos fica de fora. Fazem exceção certas leguminosas (feijão e lentilha), boas fontes também de proteínas e fibras, que atenuam a fome, dando maior sensação de saciedade.
O objetivo dessa fase é vencer a resistência à insulina favorecida pelo hábito de comer açúcar e doces (inclusive frutas) e carboidratos ricos em amidos (batatas, arroz branco, produtos derivados de farinhas refinadas), que viram glicose no sangue muito rápido. De quebra, evitar tais alimentos diminui a ocorrência de ataques de comilança. “Quanto mais se come desses carboidratos, mais vontade de comê-los se tem depois”, diz a nutricionista Denise Schirch, de São Paulo.
Claro, os carboidratos têm a função de fornecer energia e continuam a ser indispensáveis. A partir da segunda fase, você aprende a preferir os ricos em fibras, mais saudáveis, e a diminuir o consumo dos demais. A terceira fase é a de manutenção – para o resto da vida – e não tem restrições drásticas nem cardápio.
“Essa dieta adota critérios saudáveis”, avalia a endocrinologista Fernanda D’Elia, de São Paulo. “É boa fonte de vegetais, grãos integrais e proteínas animais. Usa gorduras benéficas e não exclui nenhum dos principais grupos alimentares.”
Site: http://boaforma.abril.com.br/dietas/dietas/famosas/southbeach/index.shtml |